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Saúde feminina x masculina: As principais diferenças e cuidados

Todo mundo sabe que as diferenças biológicas entre o homem e a mulher fazem com que a saúde dos indivíduos de cada sexo tenha suas particularidades, mas o que muita gente desconhece é o fato de que aspectos sociais também causam impacto nessas diferenças.

Mesmo que a disposição e a qualidade de vida sejam consequências de cuidados que todos devem ter, há condições específicas para ficar de olho.

Uma das grande diferenças começa já na prevenção. Um exemplo: as mulheres vivem mais que os homens. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que, no Brasil, o homem vive em média até os 73 anos de idade, já a mulher pode viver até os 80. Pesquisas do SUS (Sistema Único de Saúde) indicam também que elas são as que mais frenquentam o médico.

Neste artigo você vai saber mais sobre o assunto e entender porque os cuidados são essenciais tanto para a qualidade de vida feminina quanto masculina.

Leio o texto até o final e se surpreenda!

A importância da prevenção para todos

Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, realizada em 2013, constatou que 18,5% das mulheres procuraram algum atendimento médico, enquanto a proporção de homens foi de 11,9%.

Como a taxa de prevenção é menor entre os homens, doenças como câncer de próstata acabam diagnosticadas em fases mais avançadas. Nesse caso, o tratamento se torna mais difícil.

Geralmente as doenças nas mulheres são relacionadas ao aspecto biológico. Já nos homens, ao comportamental. Uma analise produzida pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostrou que, em geral, o público masculino desconhece os conceitos básicos de qualidade de vida.

A pesquisa, realizada com 3.500 homens acima dos 40 anos, encontrou os seguintes dados:

51% dos homens não costumam ir ao urologista ou ao cardiologista com regularidade

83% dos homens não conhecem os sintomas da andropausa

48% dos homens não sabem ou nunca ouviram falar sobre a reposição hormonal masculina com testosterona

Os problemas mais comuns da saúde feminina

Por volta dos 45 anos de idade a mulher pode começar a sentir dores articulares, insônia e alterações no peso. Do mesmo modo, pode ocorrer redução da libido, sensações de calor ou frio súbito, mudanças na autoestima e na percepção do corpo. Esses são alguns dos sintomas da menopausa, um processo natural do organismo da mulher.

Além da menopausa, no período maduro de vida, a mulher fica mais suscetível a certos problemas de saúde:

  • infecção urinária: uma vez que as bactérias se aproveitam das alterações da flora vaginal
  • diabetes: provocada por hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e fatores genéticos
  • osteoporose: perda da densidade e da força óssea causada pela falta de cálcio e de vitamina D, além do hábito de fumar
  • doenças respiratórias: pneumonia e bronquite, que surgem devido à predisposição genética, baixa imunidade e tabagismo
  • câncer de mama: também relacionado a hábitos insalubres como alcoolismo, tabagismo, obesidade, sedentarismo, além de histórico familiar
  •  Alzheimer: quadro degenerativo, de origem ainda desconhecida, que causa perda da memória e até de funções básicas do corpo

Nesse sentido, é importante atentar-se a possíveis sinais e fazer exames preventivos com regularidade. Desse modo, eventuais problemas podem ser detectados mais cedo, favorecendo os tratamentos.

A questão alimentar também é diferente

Conforme mencionamos, os homens têm hábitos mais prejudiciais. Além de fumarem mais e praticarem menos atividade física, consomem mais álcool, carne vermelha e produtos industrializados.

Já no quesito “doce” as mulheres estão à frente. Por outro lado, elas consomem menos refrigerante e mais alimentos benéficos e naturais, como frutas e legumes. Além disso, são mais inclinadas a substituírem uma refeição por um lanche.

Os hábitos fundamentais para viver bem

Para ter longevidade é importante manter práticas saudáveis no dia a dia. Ao invés de ingerir indiscriminadamente remédios que podem, a longo prazo, prejudicar a saúde, o ideal é manter uma rotina de prevenção às doenças. Por isso, que tal adotar os seguintes hábitos?

  • pratique atividades físicas para melhorar o condicionamento do corpo e manter o metabolismo mais ativo
  • vá ao médico regularmente e atualize seu cartão de vacina
  • faça refeições saudáveis e diversificadas com legumes, grãos e carnes magras
  • evite alimentos industrializados e exageradamente calóricos
  • mantenha-se hidratado, beba bastante água e sucos naturais
  • inclua suplementos alimentares naturais na sua dieta
  • durma bem
  • faça atividades que dão prazer como viajar, conhecer pessoas novas e aprender novidades
  • evite ficar sozinho, aprecie a companhia dos amigos e da família

Inserindo essas práticas à rotina, a possibilidade do corpo se blindar contra as doenças, aumenta bastante. Dessa forma, o entusiasmo, a disposição e a jovialidade serão seus parceiros por muito mais tempo.

O que não pode faltar em uma rotina saudável

Tanto para homens quanto para mulheres, ter uma nutrição balanceada é uma das prioridades para o bem-estar do organismo. Por isso, a importância da suplementação alimentar é um dos assuntos mais discutidos da atualidade.

Muito além de mero atributo de quem adota uma vida fitness e regrada, ela pode ser benéfica para aqueles que querem manter o vigor e a energia.

Os suplementos são bastante utilizados quando o corpo não consegue absorver naturalmente as vitaminas e minerais ingeridos. Eles têm a função de complementar a dieta e evitar possíveis deficiências nutricionais. A má alimentação é apontada como um dos principais motivos que leva o indivíduo a buscar a suplementação.  

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD) descobriu que os suplementos estão presentes em 54% das casas brasileiras. A pesquisa também indica que as vitaminas, os minerais e antioxidantes estão entre os compostos mais consumidos.

As vitaminas

Certamente você já ouviu falar delas. Popularmente associadas à força e energia, as vitaminas são micronutrientes que precisam ser ingeridos por meio de alimentação pois não são produzidas pelo organismo.

Extremamente importantes para o bom funcionamento do corpo, as vitaminas ajudam a evitar doenças, combatem infecções, melhoram a mucosa e a pele, fornecem energia, ajudam a rejuvenescer, entre muitas outras funções.

Se não podem ser armazenadas no corpo e, consequentemente, eliminadas pela urina, são classificadas como hidrossolúveis. Exemplos: complexo de vitaminas B e a vitamina C. Onde são encontradas? Em carnes, frutos do mar, peixes, vegetais, frutas, ovos e outros.

Alimentos ricos em vitaminas hidrossolúveis se perdem no processo de cozimento, por isso devem ser consumidos preferencialmente crus.

Agora, se dissolvem em gorduras e podem ser armazenadas, são chamadas de lipossolúveis. São as vitaminas A, D, E e K. Estão nos vegetais verdes e amarelos, nos vegetais ricos em óleo, nos peixes de água fria, na gema de ovos e outro.

Como explicado acima, a melhor forma de obter as vitaminas é por meio da alimentação. Entretanto, o uso de polivitamínicos se popularizou devido ao ritmo de vida acelerado da população moderna.

A funcionalidade da cápsula é o principal atrativo: é compostas pelas vitaminas essenciais, em um só comprimido e em doses corretas recomendadas aos indivíduos que não conseguem adquiri-las por meio da alimentação.

Os minerais

Ainda campo da alimentação saudável, temos os minerais. São substâncias inorgânicas essenciais para o funcionamento do metabolismo, formação e manutenção dos ossos, defesa do organismo, entre muitos outros benefícios. Você pode encontrá-los em alimentos como leite e seus derivados, espinafre, sardinha, feijão, castanha de caju, peixes, lentilha, frutos do mar.

Existem duas recomendações para o consumo de sais minerais. Quando a ingestão indicada for superior a 100mg diárias, são classificados como macrominerais. Entre eles estão o cálcio, fósforo, magnésio, cloreto, sódio e potássio. Já no consumo diário inferior a 100mg, estão os microminerais. O ferro, zinco, selênio, cobre, iodo e manganês fazem parte desse grupo.

É importante mencionar o consumo correto de minerais pois o excesso ou falta podem prejudicar severamente o funcionamento do corpo. Por exemplo, o abuso de sódio pode levar a hipertensão e problemas cardíacos. A falta de ferro pode causar anemia e fadiga.

Já a falta do cálcio, mineral mais abundante no organismo, pode causar enfraquecimento nos ossos, osteoporose e deformação óssea. E, pra finalizar, o excesso de fósforo pode prejudicar a absorção do cálcio e aumentar a porosidade dos ossos.

As algas são “ervas marinhas” utilizadas há milênios pela medicina alternativa. Atualmente, são bastante usadas para suprir carências de minerais no corpo. Entre as mais conhecidas está a alga marinha Lithothamium, rica em cálcio, magnésio e outras dezenas de minerais.

Por ter alta biodisponibilidade (aproveitamento pelo organismo) e mais cálcio do que o leite, a Litho pode ser altamente recomendável na prevenção de doenças ósseas, no auxílio do tratamentos contra a osteoporose e, por conta do magnésio, na saúde cardiovascular e como antiácido.

Os antioxidantes 

O tempo pode ser algo assustador para aqueles que não cuidam da própria saúde. Com o passar dos anos o corpo muda, a mente muda e, veja só, as nossas células mudam também. Fatores como o excesso de sol, a poluição, a má alimentação e o estresse colaboram para o surgimento dos radicais livre.

Mas o que são os radicais livres?

São átomos ou moléculas, produzidos principalmente na respiração, essenciais para o funcionamento do organismo, como no combate de microrganismos invasores. Entretanto, em excesso, atacam as células sadias e causam doenças degenerativas do envelhecimento e até câncer.

Por isso, é necessário controlar o surgimento dos radicais livres. Como? A maneira mais comum é consumindo alimentos antioxidantes (substâncias que combatem os radicais livres). Mas sem excessos, claro. Lembre-se que os radicais livres não 100% bandidos. A chave aqui é o equilíbrio.

Substâncias como o betacaroteno (beterraba, cenoura, damasco); vitamina C (frutas cítricas, couve, espinafre); ácido elágico (cranberry, nozes, romã); ômega 3 (atum, semente de chia, sardinha) são exemplos populares de alimentos considerados ricos em antioxidantes.

Uma das frutas “sensação” no tratamento contra os radicais livres é a cranberry. Originária da América do Norte, essa frutinha é composta por vitaminas ( A, C e D), flavonóides, fitoquímicos e até resveratrol, um nutriente produzido por plantas e muito conhecido por proteger o coração. Pode ser consumida em forma de suco, seca ou em cápsula.

Outro grande varredor de radicais livres é a microalga azul chamada spirulina. De origem natural, o poderoso pó verde escuro é formado por proteína, vitaminas e minerais. O poder dessa substância se dá pela presença dos compostos fenólicos, ou seja, um grupo de antioxidante.

Além disso, pode ajudar a diminuir o colesterol, tem mais ferro que o espinafre e, por conta do zinco, pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico. Por seu alto teor nutritivo, a spirulina têm despertado interesse entre a comunidade científica que, cada vez mais, a considera um alimento funcional e nutracêutico (apresenta um papel importante na saúde).

É importante lembrar que é essencial o acompanhamento de especialistas antes de iniciar qualquer tratamento. O equilíbrio deve acontecer tanto na alimentação quanto na prevenção e em eventuais tratamentos.

Viver bem é resultado dos comportamentos, não apenas da predisposição genética.

O que você pratica no seu dia a dia para manter a saúde? Conta pra gente nos comentários! E não esqueça de seguir nossos perfis nas redes sociais. Estamos no InstagramFacebook e YouTube.

 

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